Fazer e criar

Numa das minhas viagens para ver minha família lá no sul, encontrei no banco do avião uma revista chamada Magazine CasaShopping. Lá tinha uma reportagem sobre um artista e designer inglês chamado Gareth Neal.  Lendo a tal revista, eu  tive uma grande epifania sobre o  nosso relacionamento com a tecnologia.

Ele mistura história, tecnologia e trabalho manual para fazer móveis e objetos de maneira que são peças de coleção, vencedoras de concursos e até estão expostas em museus. (A peça principal da reportagem está no Victoria e Albert Museum, na Inglaterra).

Gareth-George-movel-escultura

O móvel-escultura do Gareth Neal que está no Victoria e Albert Museum (print direto da revista)

Ao ser perguntado sobre a importância da tecnologia em seu trabalho ele responde: “ A tecnologia digital é programada pelo homem e, no coração dessas máquinas, está o desejo humano de fazer e criar.”

Como ele ressalta, essas máquinas – os computadores – são fruto da criação humana e são ferramentas para realizar nosso desejo de fazer e criar.

No meu trabalho de pesquisa em polímeros, todos os dias são necessários equipamentos super sofisticados que são capazes de criar estímulos nos mais diversos materiais e interpretar a reação destes, sozinhos. Ao serem plugados a computadores, eles produzem gráficos e cálculos complexos em milissegundos, que são então interpretados por nós, levando – algumas vezes – a avanços científicos e tecnológicos para a humanidade.

Como eu disse: são interpretados por nós. É preciso que um humano faça e crie, dê sentido, dê vida à ferramenta!

Computadores, celulares, tablets e TV’s são ferramentas. São os meios para realizar nosso desejo de fazer e criar, de olhar para fora e comunicar.

Você tem as ferramentas, o que você cria com elas? Você aprende, você ensina? Você tem tirado o tempo necessário para processar, organizar, utilizar as informações que tem absorvido em todas as telas à que tem acesso? Ou fica lá, olhos abertos, cérebro desligado, sofrendo influência sem nem perceber, pra depois sair sentindo e falando certas coisas sem nem saber bem porquê?

Informação não é conhecimento. Distração não é lazer. Higiene mental não é ler qualquer livro, é ler um bom livro – como dizia a minha professora da 2ª série.

Você tem as ferramentas, o que você faz, o que você cria?

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