Rótulos

Uma coisa importante sobre estilos de vida, é que eles não se adequam muito bem aos rótulos. Ainda sim, vamos tentar descrever alguns rótulos ligados ao minimalismo, para facilitar seu entendimento e escolhas futuras.

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Útil ou belo? O uso sobre a posse e o mito do conforto

Não tenha nada em sua casa que você não considere ser útil ou  belo.

William Morris,1834.

Um dos maiores medos de uma pessoa comum ao se  deparar com o mundo minimalista  é perder seu conforto, já que este, geralmente, foi conquistado à duras penas.

Muito dos objetos em nossa casa fazem muito mais sentido – e se tornam mais fáceis de desapegar – se pensarmos neles em relação à sua utilidade e não ao conforto. Por exemplo, um guarda-chuva, não importa quão belo seja, só é útil se nos proteger da chuva. Se ele quebra, é preciso consertar ou jogar fora e comprar um novo. O seu tecido pode ser reutilizado ao passar por um upcycling e virar uma bolsa, seu metal derretido e virar outra coisa, mas como guarda-chuva? Desapega! O mesmo podemos dizer daquela faca do chef sem fio, parada na gaveta, serve para quê? Passar manteiga? Conserta, afia ou desapega! Aquela roupa que não serve faz um bom tempo? Desapega! Doa, vende, recicla.

Nós guardamos muitas coisas por conta de sua beleza ou por atribuirmos algum valor sentimental à elas. Mas a lembrança não está no objeto em si, mas na nossa memória. Nós guardamos muitas coisas por conta de serem caras, sem considerar que nosso desejo era a grama cortada, e não um cortador de grama; que a moda muda ou que nós mudamos.

Sim, a tecnologia evolui, sim a imaginação humana não pára de nos surpreender. Não, você não precisa de tantas telas, de tantos livros, tantos gadgets, eletroeletrônicos, roupas, novidades, must haves, lançamentos,  cursos, eventos, festas.

Você pode usar sem possuir: um livro, um parque, um pôr do sol. Você pode viver sem fotografar: a alegria de estar junto, a cor de um dia de sol ou de chuva, a tristeza de perder algo ou alguém que se ama.

Para criar impacto, basta estar vivo. Você cria um impacto bom ou ruim?  O seu conforto gera que tipo de desconforto para o mundo? Algumas compras são inevitáveis, e as outras? Querer é precisar?

 

 

Escolhas, consumo e ética

Quando eu saí de casa naquele dia 24 de abril  não podia imaginar que uma  tarde de #fashionrevolution week, renderia  tanto pano para manga na minha cabeça. Quanto mais eu aprendo sobre minimalismo e consumo, mais eu vejo a importância das nossas escolhas práticas no que diz respeito à sustentabilidade e ética. Aí que entram as palavras da maravilhosa Patrícia Sant’Anna, da Tendere aqui de Campinas, que falou sobre Moda Sustentável e Moda Ética. Continuar lendo

A prioridade essencial

Às vezes é até difícil saber qual é a grande prioridade do dia. Um minimalista vive em  busca do essencial. Mas, afinal, o que é prioridade e o que é o essencial?

prioridade

Prioridades: ser feliz?

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Fazer e criar

Numa das minhas viagens para ver minha família lá no sul, encontrei no banco do avião uma revista chamada Magazine CasaShopping. Lá tinha uma reportagem sobre um artista e designer inglês chamado Gareth Neal.  Lendo a tal revista, eu  tive uma grande epifania sobre o  nosso relacionamento com a tecnologia. Continuar lendo

O 4 de maio é o dia do Star Wars – e você não precisa ser oficialmente um nerd (como eu) para saber disso. Até a Margareth Tatcher sabe!  (é o que diz a wikipedia)  Explicando: 4 de maio é o Dia de Star Wars graças ao trocadilho em inglês com a forma como se lê a data “May the 4th be with you” – aproveitando essa data  tão especial eu gostaria de comentar uma cena que me impactou muito da última vez que assisti os filmes.

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A revista Vida Simples e o Minimalismo

Contrariando minha decisão inicial, investi na compra da revista Vida Simples de fevereiro, dedicada ao Minimalismo. A revista apresentou uma boa matéria principal para apresentar o Minimalismo a alguém que nunca ouviu falar dele, mas com poucas novidades para nós que já introduzimos o conceito nas nossas vidas, embora mostre outros minimalistas com sua prática diária. O resto da revista está muito bom. Muitos conceitos ligados ao Minimalismo são explorados: a importância da excentricidade (o pensamento crítico, sem seguir modelos preestabelecidos que questiona a superficialidade das coisas); a importância de se autoquestionar e estar presente em si mesmo (mindfullness – atenção plena) para encontrar uma vida com mais sentido; a importância da nossa relação com a nossa alimentação; a humildade para enxergar com lucidez aquilo que somos, sem arrogância e comparações. Este texto revê as matérias da revista, seguindo a ordem da publicação e ressaltando os pontos principais pela minha ótica. Continuar lendo

Suas coisas dão colo? O problema do valor afetivo

A maior dificuldade que temos para desapegar das coisas é o famoso “valor afetivo”. Quer dizer que nós olhamos para uma coisa sem vida e temos uma reação que é reconhecida como afetiva: uma lembrança de alguém que amamos, um momento bom que passamos e ainda estamos apegados a ele. Encontramos em alguns objetos alegria e conforto, algumas coisas nos dão colo; será mesmo?

No feriado fomos à Piracicaba.  É um passeio muito legal regado a peixe, linda arquitetura e ótima infra-estrutura que recomendo!

Atravessando a Ponte Estaiada, tentando desconectar dos meus pés doloridos e ouvir o barulho do rio eis que me deparo com a seguinte cena:

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Minimalismo e Negócios

Recentemente uma das participantes da Oficina de Minimalismo entrou em contato comigo. Ela faz parte do MTE da Unicamp e tem que apresentar um tópico que acredite levará ao crescimento pessoal/profissional e ela pensou no…Minimalismo!

Essa conexão me fez  lembrar dos meus tempos de Empresa Júnior (a ITEP Jr, da UFSM) e o sistema 5 S’s de Qualidade Total. Continuar lendo

O que é o Minimalismo?

É uma decisão, de viver intencionalmente, tendo somente o necessário, removendo o excesso que distrai daquilo que adiciona valor real à vida.  Continuar lendo